Pensamento administrativo na Era da Informação – após 1990

A informação em Creative Commons

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Características da época, segundo o acadêmico Chiavenato

  • Tecnologia da informação (TI)
  • Serviços
  • Aceleração da mudança
  • Imprevisibilidade
  • Instabilidade e incerteza

Onde os estudos acadêmicos se concentram, segundo o acadêmico Chiavenato

  • Ênfase na produtividade
  • Qualidade
  • Competitividade
  • Cliente
  • Globalização

A era da informação é cada vez mais rápida, dinâmica e imprevisível. Seus principais ganhos advêm de serviços. Mesmo o software, principal representante desta época, e que é um produto, é trabalhado pelos seus destribuidores para ser visto pelos clientes como um serviço oferecido. Exemplo disto é o modelo de negócios dos grandes fabricantes de programas para computador, eles preferem fazer contratos mensais ou anuais, do que simplesmente receber uma grande quantia pelo produto. E a cada dia este modelo de negócio é o que mais se destaca na internet, a principal representante do mundo globalizado e cada vez mais veloz.

Os principais modelos de negócios da Web, segundo o site “Inovação e negócios na era da internet” são:

  1. Freemium
    Modelo que possibilita o usuário utilizar o serviço de maneira gratuita com certas restrições e oferece uma versão paga com mais funcionalidades.
    Dificuldades: a maior dificuldade do modelo é encontrar o equilíbrio entre as funcionalidades da versão gratuita e da versão paga. O usuário deve ser incentivado a utilizar a versão gratuita, que deve conter um mínimo para oferecer uma boa experiência, mas nem tanto para que nunca se utilize a conta paga.
    Outra possibilidade é oferecer um conta trial, que possibilita o usuário utilizar todas as funcionalidades por um tempo limitado. Porém deve-se pensar que o tempo limitado oferecido não contempla todo o uso pelo usuário, senão ele irá criar várias contas e ficar sempre testando ou ficará mudando de serviço.

    Exemplos: Flickr, UserVoice

  2. Afiliados
    Modelo em que vários sites menores agregam valor a sites maiores, seja trazendo mais visitações ou valor financeiro, a partir de venda de produtos ou serviços.
    Dificuldades: construir uma plataforma que seja facilmente acessível aos sites menores para que eles possam divulgar os seus produtos ou serviços, além da plataforma se adaptar de acordo com o site que anuncia, para que não sejam feitos anúncios irrelevantes.

    Exemplos: Buscape, Americanas, Submarino, AdSense

  3. Assinatura
    Sites que o usuário paga uma taxa mensal, semestral ou anual por um serviço.
    Dificuldades: Criar um serviço ou produto de grande valor agregado e que seja possível fidelizar os clientes. Existe a necessidade de agregar um grande valor pois os pagamentos serão feitos poucas vezes, logo deve ser cobrado um valor razoável para cobrir as despesas. Outro ponto dos pagamentos prolongado é que a rotatividade dos clientes não é boa, portanto sendo o serviço de grande valor agregado certamente os clientes serão fidelizados.
    A Netflix consegue fazer isso por agregar valor de possuir um enorme acervo de filmes que faz com que o cliente não precise mais se deslocar até as locadoras, além de outros serviços agregados como recomendações de filmes.

    Exemplo: Netflix

  4. Mercadorias Virtuais
    Modelo já consagrado entre os jogadores que utilizam a Internet, o usuário irá comprar propriedades virtuais, como itens exclusivos ou presentes virtuais. Isso já começa a acontecer em redes sociais.
    Dificuldades: criar maneiras de incentivar com que as pessoas comprem os itens. Normalmente os sites colocam itens exclusivos que tragam alguma forma de status para os usuários que possuem o item. Por outro lado, se você não tiver um serviço no geral atrativo, que possua uma boa quantidade de usuários, não haverá necessidade de comprar o item virtual.

    Exemplos: Facebook, Jogos na Internet em geral

  5. Publicidade
    Modelo que já possui um grande tempo na web, os famosos banners e anúncios em geral são conhecidos por parte da maioria dos internautas. O modelo está em decadência, como mostram as pesquisas, apesar de ser um dos modelos mais simples de se utilizar para quem está começando na web.
    Dificuldades: conseguir mostrar anúncios relevantes para os usuários, de forma com que eles cliquem nos anúncios. Outro ponto importante é a quantidade de usuários que acessam o site, como os anunciantes normalmente pagam um valor baixo por clique ou mil impressões do banner, é necessária uma grande quantidade de usuários que visitem para trazer algum retorno.
    Exemplos: BlogBlogs, Dihitt, Alguns blogs

Casos como o do Youtube e Twitter, no qual os sites atraem muitos usuários mas não conseguem obter retorno diretamente com o serviço são famosos. Passamos por uma fase que facilmente se constroem aplicativos e serviços que são oferecidos “gratuitamente” para os usuários, como ocorre na maioria dos serviços do Google. Competir com tais empresa não é uma tarefa fácil, muitas vezes é necessário “jogar a isca” para pescar os usuários e depois fisgar de uma maneira indireta ou oferecendo serviços de uma qualidade superior que faça com que o usuário perceba o seu valor.

Outra característica da Era da Informação é a quebra de vários tabus e tradições da sociedade moderna. O maior representante da oposição aos velhos conceitos do mundo capitalista, é o registro em Creative Commons. Criado nos EUA por um grupo de pessoas preocupados em tornar o conteúdo feito por elas o máximo compartilhável possível, ele nasce ao mesmo tempo como um opositor e um complemento do Copy Right. Os defensores do CC, dizem que qualquer ideia que pode vir a ser um produto não é criado do nada, foi trabalhado a partir de várias outras ideias provenientes do próprio ambiente. Por isto, não tem sentido que o direito autoral de qualquer coisa, fique nas mãos de uma só pessoa ou empresa durante tanto tempo, como ocorre em alguns casos do antigo modelo, em que os direitos autorais chegam a pertencer a apenas um indivíduo quase um século.

O Creative Commos tem sido adotado por muitos artistas e escritores famosos, pela facilidade que é de registrar uma música ou livro nestes termos (basta apenas dizer que é), e também pela visibilidade que traz qualquer arte que for registrada assim. Os softwares Livres já nasceram assim, e agora tem-se visto algumas empresas como a Fiat que chegam a lançar carros sem nenhhum segredo industrial. A tendência é que a liberdade da informação sobre como qualquer coisa é feita se torne maior a cada dia.

Modelos de registro em Creative Commons:

  • Permissão para fazer o que quiser com o produto (até mesmo modificá-lo), até mesmo revender ou ganhar dinheiro com ele de outra forma
  • Permissão para fazer o que quiser com o produto (até mesmo modificá-lo), e tentar ganhar dinheiro com ele de alguma forma desde que dê os devidos créditos a quem ajudou fazê-lo
  • Permissão de modificar o conteúdo, desde que se dê os devidos créditos, mas sem permissão de revenda
  • Sem permissão de cópia ou revenda, seria um registro fechado quase igual ao Copy Right

O Copy Right, nos dias atuais, é visto por muitos como um entrave ao desenvolvimento econômico e social que a rede mundial de computadores pode oferecer. Pois ele limita a destribuição de conteúdo (colocando os direitos autorais nas mãos de uma só pessoa) que é justamente o que a Web tem de melhor a nos oferecer.

2 ideias sobre “Pensamento administrativo na Era da Informação – após 1990

  1. Leandro Reinaux Almeida

    Agradeço pela citação do trabalho, a utilização do conteúdo em conjunto com a citação da fonte para agregar novos conhecimentos enriquece ainda mais o conteúdo gerado.
    O conjunto do conteúdo do post ficou ótimo.

  2. Pingback: O que é Cultura Livre

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